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O Instituto de Previdência Social do Município de Betim (IPREMB) apresentou nesta sexta-feira (21) o balanço financeiro de julho, durante a 8ª reunião ordinária do conselho fiscal.
As receitas previdenciárias somaram R$ 35.043.739,48 no mês, enquanto as despesas chegaram a R$ 67.611.090,28. O resultado foi um déficit de R$ 32.567.350,80.
O resultado negativo também pesou no patrimônio líquido do IPREMB, que fechou julho em R$ 1.766.663.572,41 — queda de 1,34% em relação a junho, a segunda seguida.
Em dois meses, o patrimônio caiu R$ 33 milhões na comparação com o pico registrado em maio, quando havia atingido R$ 1.799.724.866,41.
A carteira de empréstimos consignados do Instituto também chamou atenção, ao somar R$ 79.720.356,16 — valor próximo do limite legal de 5% do total de investimentos, hoje em R$ 88.333.178,62.
Para ampliar esse limite de 5% para 10%, o IPREMB busca a certificação nível 3 do Pró-Gestão RPPS, programa federal que avalia governança e transparência dos regimes de previdência. O Instituto está hoje no nível zero.
O presidente do IPREMB, Alício Umbelino, informou durante a reunião que o Instituto tem avançado no cumprimento dos requisitos da certificação.
Alício Umbelino também relatou que se reuniu com o secretário de TI da Prefeitura de Betim, Carlos Alberto Perez, e com o presidente da Fundação Beta, Nykison Linhares, para firmar uma cooperação técnica.
A parceria evita a criação de um setor de TI próprio no IPREMB, cumprindo um requisito do Pró-Gestão sem gerar custo operacional extra. A Fundação Beta vai oferecer consultoria técnica para a contratação de sistemas do Instituto.
Após a publicação da reportagem, o presidente do IPREMB, Alício Umbelino, entrou em contato com o Portal Atalaia para explicar parte do déficit registrado em julho. Segundo ele, a despesa do mês foi maior por causa do pagamento da metade do 13º salário dos beneficiários.
O presidente do SindSerB, sindicato que representa os servidores públicos de Betim, Geraldo Teixeira, também procurou a reportagem. Segundo ele, a Prefeitura está inadimplente com parcelas de financiamentos de dívidas assumidas desde a criação do IPREMB, além de repasses da parte patronal.
Teixeira afirmou ainda que o Município está em atraso com os repasses referentes aos aposentados que ficaram sob sua responsabilidade até 2005, ano anterior à criação do Instituto.
Segundo ele, a soma desses atrasos — tanto dos financiamentos quanto dos repasses dos aposentados até 2005 — ultrapassa R$ 30 milhões, valor acumulado ao longo de diferentes gestões municipais.
Atualizada às 17h32.