Sem tempo para ler? A ferramenta de IA resume para você

Moradora do bairro Bueno Franco, em Betim, Elisa Coimbra, 33 anos, encontrou uma forma de renda extra gravando tarefas simples do dia a dia, como lavar roupa e picar alimentos, para plataformas internacionais que pagam por esse tipo de vídeo.
Ela começou há cerca de um mês, depois de ver um vídeo no Instagram de uma mulher gravada pelo próprio marido lavando louça com um suporte na cabeça, brincando que estava recebendo em dólar por aquilo. “Fiquei curiosa, entrei no perfil dela e achei o link do site”, contou.
Segundo relatou, decidiu testar sozinha antes de contar para qualquer pessoa, com receio de que pudesse ser algum tipo de golpe. “Resolvi testar sem falar com ninguém, porque não sabia se realmente ia funcionar. Só ia contar depois que recebesse”, afirmou.
Ela gravou por cerca de 11 dias, com algumas pausas, até receber o primeiro pagamento numa terça-feira, dia em que a plataforma costuma pagar. “Caiu um Pix de R$ 688 na minha conta. Foi aí que percebi que era real”, descreveu.
Segundo relatou, o valor recebido já tem ajudado inclusive com despesas fixas, já que ela mora de aluguel. “Com os valores que venho recebendo semanalmente, tenho conseguido pagar meu aluguel só com o dinheiro que estou sacando das tarefas”, contou.
No dia seguinte ao primeiro pagamento, já foi contar para as amigas sobre a novidade. Foi uma delas quem sugeriu que ela criasse um grupo no WhatsApp para explicar tudo de uma vez.
Segundo Elisa, quem tiver interesse pode participar do grupo. “Eu criei um grupo no WhatsApp para ajudar outras pessoas que queiram também fazer essa renda extra. Quem quiser é só me chamar.” (Clique aqui para entrar no grupo)
Mas afinal, o que está por trás desses vídeos? Treinar uma IA significa mostrar a ela, repetidas vezes, exemplos de como uma tarefa deve ser feita, até que o sistema consiga reconhecer padrões e repetir aquele comportamento sozinho.
No caso de chatbots, esse treinamento costuma ser feito com grandes volumes de texto. Já no caso dos robôs físicos, o processo depende de vídeos que mostrem como o corpo humano se movimenta.
Pegar um copo, abrir uma torneira ou dobrar uma roupa são ações automáticas para uma pessoa, mas para uma máquina cada movimento precisa ser observado e registrado em detalhes.
É justamente por isso que as empresas do setor buscam vídeos gravados em primeira pessoa, com as mãos sempre visíveis, mostrando a sequência completa de cada tarefa.
O banco de investimentos Morgan Stanley estima que mais de 1 bilhão de robôs humanoides podem estar em operação até 2050, projeção que ajuda a explicar por que esse tipo de dado tem se tornado tão disputado pelas empresas.
O primeiro passo é se cadastrar diretamente no site da plataforma escolhida, informando dados pessoais e um meio de pagamento.
Depois do cadastro, o colaborador passa a ter acesso às tarefas disponíveis no momento, que informam o tipo de atividade, o tempo de gravação exigido e o valor pago por vídeo aprovado.
Na hora de gravar, é recomendado prender o celular próximo à cabeça, de forma que a câmera capte a tarefa pela perspectiva de quem a executa, com as mãos sempre visíveis.
Depois de enviado, o material passa por uma análise da plataforma antes de ser aprovado. Só depois dessa aprovação o valor entra na conta do colaborador.