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Depois de mostrarmos, em artigo anterior, como o PL em Betim vive um racha político — presidente do diretório na oposição, bancada dividida entre governo e apoios a candidatos de partidos distintos ao Estadual — uma nova informação revela que a desorganização da legenda vai muito além da política. Ela chegou à própria gestão administrativa e financeira do partido.
Segundo apurou o Portal Atalaia junto a fonte que preferiu não se identificar, a atual diretoria municipal do PL, presidida por Layon Silva, nunca foi ao banco atualizar os cartões de assinatura das contas do diretório. Na prática, isso significa que quem ainda consta oficialmente como responsável pelas contas bancárias do partido em Betim são pessoas que já não ocupam mais esses cargos: o ex-presidente Jaime Thalles e o ex-tesoureiro, o vereador Professor Alexandre Xeréu.
É importante lembrar que Jaime Thalles hoje integra a própria gestão municipal, como secretário de Esporte e Lazer (Selt) — o que reforça a mistura de papéis que já marca a atuação do PL na cidade.
Segundo a fonte consultada pelo Portal Atalaia, “a atual gestão, presidente Layon e o tesoureiro Bruno Cypriano, não assumiram a responsabilidade e não foram ao banco atualizar os dados”.
Se confirmado, esse problema não é apenas burocrático. Betim tem candidatos do PL nesta eleição geral: a vice-prefeita Cleusa Lara concorre a deputada federal, e Madu Muller e o ex-prefeito Vittorio Medioli disputam vagas a deputado estadual. Se algum recurso de campanha desses candidatos precisar passar pelas contas do diretório municipal, como isso será resolvido com os responsáveis bancários desatualizados?
Para as eleições gerais deste ano, o problema pode não aparecer, caso o recurso venha diretamente do diretório estadual do partido. Mas para as eleições municipais de 2028, quando o diretório local volta a ser protagonista na movimentação de recursos, alguma solução terá que ser encontrada.
O quadro que se desenha é preocupante para o PL em Betim: um partido que não consegue alinhar politicamente sua própria bancada, e que agora também parece não conseguir cuidar da gestão básica de suas contas. Não é exagero achar que esse tipo de desorganização — política e administrativa — pode custar caro ao partido na próxima janela partidária, em 2028, quando lideranças eleitas e não eleitas pela legenda podem decidir que é hora de buscar outro barco.