Ministério da Previdência obriga cancelamento de aposentadoria especial da Guarda Municipal de Betim

Câmara vota nesta terça (15) projeto que revoga benefício criado em 2024 após notificação de irregularidade recebida pelo município

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A Câmara Municipal de Betim vota nesta terça-feira (15) um projeto de lei que revoga a aposentadoria especial criada para a Guarda Municipal em 2024. A mudança foi pedida pelo Ministério da Previdência Social, que identificou irregularidade na regra.
Agentes da Guarda Municipal de Betim — Foto: Henrique Carvalho
Agentes da Guarda Municipal de Betim — Foto: Henrique Carvalho

A Câmara Municipal de Betim vota, nesta terça-feira (15), um projeto de lei que revoga a aposentadoria especial criada em 2024 para os guardas civis municipais da cidade. A proposta é de autoria do prefeito Heron Guimarães (União Brasil).

O Projeto de Lei 135/2026 cancela a Lei Municipal 7.502/2024, que havia alterado o Estatuto da Guarda Municipal de Betim para permitir que os guardas se aposentassem com idade e tempo de contribuição reduzidos, em condições diferentes das regras gerais de previdência.

A revogação foi motivada por uma notificação do Ministério da Previdência Social (MPS), que identificou irregularidade na regra criada pelo município em 2024.

Segundo o órgão federal, apenas cargos específicos podem ter esse tipo de aposentadoria diferenciada, como agentes penitenciários, agentes socioeducativos e algumas categorias de policiais. Guardas municipais não estão nessa lista, conforme as regras estabelecidas pela reforma da Previdência de 2019.

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Com a irregularidade apontada, Betim corria o risco de ficar com um registro negativo no CADPREV, o sistema federal que acompanha os regimes de previdência dos municípios. Isso poderia travar a emissão do Certificado de Regularidade Previdenciária da cidade.

Prazo para regularização

O MPS deu um prazo de 180 dias, contados a partir da notificação, para que o município corrigisse a legislação. Caso o prazo vencesse sem alteração na lei, o problema passaria a constar como irregular nos registros federais.

Se aprovado pelos vereadores nesta terça-feira, o projeto retira dos guardas municipais a possibilidade de se aposentar pelas regras mais brandas criadas em 2024, e a categoria volta a seguir as normas gerais de aposentadoria já aplicadas aos demais servidores do município.

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