Caso REVISA: Rony Martins e Toninho da Farmácia depõem

Vereador revela que a associação foi indicada em conversa informal e sugere criação de manual para novatos na Câmara

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Rony Martins e Toninho da Farmácia foram ouvidos na tarde desta terça-feira (9), encerrando as oitivas do Caso REVISA. O presidente da comissão, Klebinho Rezende, disse que agora o colegiado vai reunir a documentação antes de definir os próximos passos.
Vereador Rony Martins (Republicanos) durante seu na Comissão de Ética, Decoro Parlamentar e Estudo Legislativo da Câmara de Betim — Foto: Henrique Carvalho
Vereador Rony Martins (Republicanos) durante seu na Comissão de Ética, Decoro Parlamentar e Estudo Legislativo da Câmara de Betim — Foto: Henrique Carvalho

A comissão de ética da Câmara Municipal de Betim ouviu na tarde desta terça-feira (9) os vereadores Rony Martins (Republicanos) e Toninho da Farmácia (PL), últimos dois investigados no Caso REVISA a depor.

Rony Martins disse que não conhecia a REVISA antes do envio das emendas. Segundo ele, foi o próprio Toninho da Farmácia quem apresentou a entidade aos vereadores.

Depois da indicação, os vereadores se reuniram com a consultora Fátima Rolim, que apresentou a documentação da entidade e mostrou que estava regularizada.

Rony é o único dos quatro vereadores investigados com mandatos anteriores. Ele contou que sempre destinou emendas ao Instituto Ramacrisna e nunca teve problemas. Segundo ele, essa emenda precisava ser direcionada a serviço de saúde, o que impedia o envio à Ramacrisna.

Assim como Kenin G10 e Zequinha Romão, Rony não apresentou documentação nova sobre os fatos apurados durante seu depoimento.

“Com certeza será diferente a conduta ao fazer uma nova indicação das emendas. Temos sempre o que aprender e aperfeiçoar”, disse o vereador ao final de seu depoimento.

Toninho da Farmácia chega acompanhado de advogado

Último a depor, Toninho da Farmácia chegou à comissão acompanhado do advogado Arthur Guerra. A imprensa foi autorizada a acompanhar o depoimento, mas não pôde captar imagens.

Toninho, que também está em seu primeiro mandato, disse já ter ouvido falar da REVISA antes da indicação de Fátima Rolim. Ele contou que buscou uma assessoria própria para saber se a entidade tinha capacidade técnica para receber a emenda.

“Busquei a assessoria para me resguardar, para que me desse subsídio técnico e me amparasse na minha decisão de fazer o envio da emenda”, afirmou.

Segundo o vereador, ele pediu à assessoria que indicasse uma instituição sem nenhum tipo de vício e apta a receber recursos. Foi em uma conversa informal que ele contou aos demais vereadores sobre a existência da associação.

Toninho repetiu a tese já usada por Kenin G10 de que cabe ao Executivo fiscalizar as entidades que recebem emendas. Ele disse não ter documentos para apresentar naquele momento e afirmou que fará sua defesa por escrito quando tiver acesso ao processo.

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O vereador também disse que a indicação de uma emenda não significa que ela será concretizada — isso só ocorre após o Executivo deliberar e confirmar a destinação dos recursos.

Vereador fala sobre indicação de Solange

Toninho afirmou que indicou Solange à comissão de saúde da Câmara por mérito e conhecimento técnico. Segundo ele, Solange já fazia parte do Conselho Municipal de Saúde antes de ser nomeada para a comissão de saúde da Câmara, época em que ele presidia o colegiado.

Ele disse que soube pela Fátima Rolim que a Solange era procuradora da REVISA, e que nunca houve tratativas diretamente com ela sobre a entidade ou o envio das emendas. Segundo o vereador, a Solange nunca esteve lotada em seu gabinete.

Toninho encerrou o depoimento defendendo a criação de uma orientação na Câmara para auxiliar vereadores de primeiro mandato na indicação de emendas, como uma espécie de manual.

“Tudo é aprendizado e tudo é conhecimento. Errar vamos continuar errando, porque somos humanos, mas vamos amenizando”, disse o vereador ao justificar a proposta.

Com as quatro oitivas encerradas, o presidente da comissão, Klebinho Rezende (Avante), disse que o colegiado vai reunir toda a documentação e analisar as informações colhidas antes de definir os próximos passos do processo.

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