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Os projetos da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA) foram protocolados na Câmara de Betim nessa segunda-feira (5).
Agora, os vereadores começam a analisar os dois textos, enviados pelo prefeito Heron Guimarães (União Brasil).
A LOA é o orçamento do ano: ela diz quanto a Prefeitura pode gastar em 2027 e de onde vai vir o dinheiro.
O PPA é o plano de quatro anos da gestão, de 2026 a 2029. Agora, a Prefeitura propõe uma revisão para ajustar metas e valores de 2027.
Pela LOA, a Prefeitura terá R$ 4,2 bilhões em 2027, e esse mesmo valor está previsto em gastos.
A Educação tem a maior fatia: R$ 884,5 milhões. Logo em seguida vem a Saúde, com R$ 876,8 milhões.
Há ainda R$ 630,7 milhões para o instituto de previdência dos servidores (IPREMB), que paga aposentadorias e pensões.
Os gastos com salários e encargos dos servidores somam R$ 2,16 bilhões, mais da metade de todo o orçamento.
Os vereadores também terão R$ 52,4 milhões em emendas impositivas, valor que eles podem indicar para obras e ações e que a Prefeitura é obrigada a executar.
A maior parte vem de repasses, como o ICMS, previsto em R$ 1,25 bilhão. O ISSQN deve render R$ 284 milhões, e o IPTU, R$ 146,7 milhões, alta de 13,4% sobre o previsto para 2026.
A previsão inclui ainda R$ 305,8 milhões em operações de crédito, ou seja, empréstimos.
No PPA, a soma das receitas e despesas previstas de 2026 a 2029 chega a R$ 15,8 bilhões.
Os dois projetos ainda passarão pelas comissões da Câmara e não há data para irem ao plenário para votação.