Prefeitura quer reduzir juros e multa da dívida com o IPREMB

Projeto protocolado na Câmara muda o cálculo dos encargos, diminui a taxa por atraso de 2% para 0,5% e será lido na reunião desta terça-feira (20)

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O Projeto de Lei 285/2026, protocolado nesta segunda-feira (19) na Câmara de Betim, reduz os encargos da dívida com o IPREMB: troca juros compostos por simples e baixa de 2% para 0,5% a multa por atraso. O texto será lido nesta terça-feira (20) e depois segue para as comissões antes de ir ao plenário.
Plenário da Câmara Municipal de Betim — Foto: Henrique Carvalho
Plenário da Câmara Municipal de Betim — Foto: Henrique Carvalho

O Projeto de Lei 285/2026, que reduz os encargos cobrados na dívida do Município com a previdência dos servidores, foi protocolado nesta segunda-feira (19) na Câmara Municipal de Betim.

O texto é de autoria do prefeito Heron Guimarães (União Brasil) e será lido na reunião da Câmara nesta terça-feira (20). Depois, segue para as comissões antes de ir ao plenário para votação.

A dívida é com o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Betim (IPREMB), que paga aposentadorias e pensões. O projeto muda a lei aprovada no fim de agosto, que liberou o pagamento em até 300 parcelas mensais.

A primeira redução está nos juros. Hoje, a lei prevê juros compostos, os chamados juros sobre juros. O projeto troca por juros simples, sem esse efeito acumulado, mantendo a taxa que o instituto usa como meta de rendimento.

A segunda está na multa por atraso. Pela lei atual, a parcela paga depois do vencimento tem multa de 2%. O projeto derruba o percentual para 0,5%, além da correção e dos juros.

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O projeto também define que o valor da dívida será corrigido pelo INPC, índice de inflação medido pelo IBGE. A lei atual fala apenas em índice oficial usado pelo Município, sem dizer qual é.

Acordos já fechados

As novas regras valeriam também para acordos feitos com base na lei de agosto. O IPREMB teria de corrigir os termos e os registros no sistema do Ministério da Previdência Social.

Para dívidas que já tinham sido parceladas antes, o projeto detalha que o novo saldo desconta as parcelas pagas, corrigidas pelo INPC e pelos juros desde o acordo anterior. Segundo a Prefeitura, isso evita cobrança em duplicidade.

Na justificativa, o Executivo diz que a mudança atende a apontamentos do Ministério da Previdência sobre a definição do índice e dos juros. Afirma ainda que os novos critérios podem diminuir consideravelmente o valor total da dívida.

O texto enviado à Câmara não informa em reais quanto a dívida deve cair.

Reajuste de aposentadorias

O projeto também mexe na lei do instituto. Aposentados e pensionistas que não têm direito aos mesmos reajustes dos servidores da ativa passariam a ter o benefício corrigido todo ano pelo INPC, na mesma data do reajuste do INSS.

Quem tem esse direito garantido pela Constituição segue com o mesmo reajuste dos servidores da ativa. Se for aprovado e sancionado, o projeto passa a valer na data da publicação.

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