IPREMB cobra Prefeitura de Betim por dívida de R$ 22,9 mi

Documento exclusivo aponta atraso em repasses previdenciários, parcelamentos e pagamento de inativos, com juros de 1% ao mês sobre o valor não pago

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O IPREMB enviou ofício ao prefeito Heron Guimarães (União Brasil) cobrando repasse de R$ 22,9 milhões referentes a contribuições previdenciárias, parcelamentos e folha de pagamento de inativos e pensionistas. Documento obtido com exclusividade pelo Portal Atalaia aponta atraso desde julho e prevê juros de 1% ao mês sobre o valor não pago.
Alício Umbelino, presidente do IPREMB — Foto: Henrique Carvalho
Alício Umbelino, presidente do IPREMB — Foto: Henrique Carvalho

O Instituto de Previdência Social do Município de Betim (IPREMB) enviou ofício ao prefeito Heron Guimarães (União Brasil) cobrando o repasse de contribuições previdenciárias, parcelamentos e da folha de pagamento de inativos e pensionistas. O documento, obtido com exclusividade pelo Portal Atalaia, foi assinado nessa segunda-feira (24) pelo presidente do instituto, Alício Umbelino da Silva Filho.

Segundo o Ofício IPREMB Nº 285/2026, a dívida total soma R$ 22.915.962,50 e reúne valores de diferentes naturezas, todos já vencidos.

O maior valor pendente é da Secretaria Municipal de Saúde, que ainda não repassou R$ 10.011.807,17 referentes ao Memorando nº 256/2026.

As contribuições previdenciárias gerais somam outro débito relevante: o Memorando nº 125/2026 aponta saldo em aberto de R$ 6.812.236,83. Os Memorandos nº 126/2026 e 129/2026 têm mais R$ 78.191,32 e R$ 4.821,97 pendentes de repasse.

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A folha de pagamento dos servidores inativos e pensionistas de julho de 2026 também não foi repassada. O valor de R$ 4.101.879,44 foi cobrado no Ofício IPREMB nº 268/2026, protocolado em 27 de julho.

Parcelamentos atrasados

Três acordos de parcelamento previdenciário também estão em atraso, com valores referentes a julho: R$ 176.553,06 do Acordo nº 41/2017, R$ 1.491.568,46 do Acordo nº 339/2017 e R$ 238.904,25 do Acordo nº 815/2013.

O ofício alerta que os repasses feitos fora do prazo terão juros de 1% ao mês, além de correção monetária pelo IPCA, incidentes sobre o valor total em aberto.

Segundo o documento, o atraso “impacta diretamente a disponibilidade financeira do IPREMB, comprometendo o adequado planejamento financeiro e o cumprimento das obrigações previdenciárias e administrativas do Instituto”.

O IPREMB solicita “a adoção, com a maior brevidade possível, das providências necessárias para a regularização dos valores”, além do envio dos comprovantes de pagamento após a quitação.

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