Empréstimo de R$ 250 mi para novo Centro Administrativo será votado nesta terça-feira (2)

Projeto do prefeito Heron Guimarães autoriza contratação de crédito junto à Caixa Econômica Federal para desapropriar o Monte Carmo Shopping

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A Câmara de Betim vota nesta terça-feira (2) o PL 141/2026, que autoriza empréstimo de R$ 250 milhões com a Caixa para viabilizar a transferência do Centro Administrativo para o Monte Carmo Shopping. Na mesma sessão, vereadores decidem sobre pedido de audiência pública para debater o projeto.
Decreto de desapropriação do mall foi publicado no órgão oficial — Foto: Monte Carmo Shopping
Decreto de desapropriação do mall foi publicado no órgão oficial — Foto: Monte Carmo Shopping

A Câmara Municipal de Betim vota nesta terça-feira (2) o Projeto de Lei nº 141/2026, que autoriza o município a contratar um empréstimo de até R$ 250 milhões com a Caixa Econômica Federal para viabilizar a transferência do Centro Administrativo para o Monte Carmo Shopping.

O projeto é de autoria do prefeito Heron Guimarães (União Brasil) e prevê a contratação de crédito via programa FINISA para financiar a aquisição do imóvel onde o shopping está instalado, além de obras de adaptação, mobiliário e equipamentos.

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A proposta faz parte de um projeto mais amplo da Prefeitura de transformar o Monte Carmo no novo Centro Administrativo da cidade, reunindo secretarias e gabinetes num único espaço. O plano prevê a permanência de áreas de lazer, cinema e supermercado sob gestão terceirizada.

Para que o empréstimo seja efetivado, o imóvel precisaria ser desapropriado. O prefeito já assinou o Decreto nº 53.157, que declara o terreno de utilidade pública para esse fim.

Pedido de audiência pública

Na mesma sessão, os vereadores também votam o Requerimento nº 666/2026, do vereador Layon Silva (PL), que pede a realização de uma audiência pública para debater o projeto antes de qualquer decisão definitiva.

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Na justificativa, Layon Silva aponta riscos à gestão fiscal do município, questionando se uma dívida desse tamanho não comprometeria investimentos futuros em saúde, educação e saneamento básico. O parlamentar também levanta dúvidas sobre os custos de adaptação do shopping para uso público e sobre a viabilidade das áreas comerciais previstas sob gestão privada.

Se aprovado, o requerimento prevê uma audiência conjunta entre os Poderes Legislativo e Executivo, com participação do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

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