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Nesse sábado (17), o deputado federal André Janones (Rede) pediu que apoiadores do presidente Lula (PT) publicassem fotos nas redes sociais com a camisa verde e amarela da seleção, fazendo o “L”. A explicação foi que seria uma forma de retomar um símbolo que a direita teria tomado para si.
Confesso que não entendi. A bandeira e as cores do Brasil nunca foram de um lado só. Elas pertencem a todo brasileiro, de direita, de esquerda ou de lugar nenhum, e ninguém precisa pedir de volta o que nunca perdeu.
Basta olhar para onde a esquerda costuma ir às ruas. Nas manifestações, o que domina é o vermelho, com bandeiras do PT, de partidos aliados e de causas que a militância defende. O verde e amarelo quase nunca aparece.
No mesmo sábado em que Janones fez o pedido, houve uma caminhada no centro de Betim. A manifestação foi organizada pelo PT, junto com o PCdoB, e contou com a presença do ex-deputado Geraldo Pimenta, marido da atual secretária de Educação, Marilene Pimenta.
O que vi foi uma caminhada tomada por bandeiras de apoio a Lula e do PT. Bandeira do Brasil, para ser honesto, vi apenas uma. O discurso das redes ficou longe do que se viu no asfalto, no mesmo dia.
Por isso não acho que a direita tenha roubado um símbolo da pátria. A esquerda abriu mão dele por escolha própria, e só se lembra do verde e amarelo quando sente o poder escapar pelas mãos.
Patriotismo não se veste por uma tarde de rede social, nem se resolve com uma foto e um gesto. Quem quer a bandeira de volta precisa levá-la para a rua, e não só para o celular.
Quando uma pessoa adere à cor do adversário por ordem do Rachadones, a vaca já foi para o brejo há muito tempo.